O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, inaugurado a 2 de outubro de 1947, a rua 7 de abril nº 230, no edifício dos Diários e Emissoras Associados, dedicou-se desde o seu início, segundo relatos de Lina Bo Bardi, à organização de cursos a fim de formar uma mentalidade, entre os frequentadores do museu, capaz de compreender melhor a arte e a cultura nacional e internacional.
Era também idéia de Lina, diretora dos cursos do Instituto, divulgar e resguardar o acervo das obras do museu.
O Instituto de Arte Contemporânea, como era chamado, foi fundado em fevereiro de 1951, anexo ao museu, completando a educação artística deste e acentuando o espírito de pesquisa entre seus alunos no campo da arquitetura, urbanismo, artes aplicadas, arte industrial, música, jardinagem entre outros. Paralelamente aos cursos do Instituto, exposições eram apresentadas de artistas nacionais e estrangeiros, assim como conferências e debates nos auditórios, ampliando a formação didática oferecida aos seus frequentadores. Entre os cursos organizados citam-se: gravura, desenho, pintura, tecelagem, fotografia, desenho industrial, propaganda, cinema, dança expressiva e balé clássico, rádio, jardinagem, ikebana (arranjos florais), música, teatro, etc. Esses cursos eram abertos a todas as faixas etárias, com professores especializados.
Muitos estudantes de música como o maestro Isaac Karabitchevsky, Julio Medgalia e Ronaldo Bologna, e de cinema, como Plínio Garcia Sanchez e estudantes de desenho industrial como Maurício Nogueira Lima e Alexandre Wollner, adquiriram seus conhecimentos e profissionalização na Escola do MASP. A Escola do MASP pôde contar com a presença nos últimos 50 anos, de professores como o pintor Lasar Segall, o gravador Poty, dos arquitetos Bratke, Ruchti, Lina Bo Bardi, que principalmente familiarizavam os alunos com os problemas da criação de formas destinadas ao consumo do grande público, e, adequadas à cultura brasileira.