Com 19 anos, parte. Com auxílio de amigos e parentes para p Rio de Janeiro, onde se inscreve na Academia, tornando-se aluno de desenho de Júlio Le Chevrel e mais tarde de Vítor Meireles. Em 1875, em Mogi-Mirim, Almeida Júnior conheceu Pedro II, que promete custear sua viagem a Paris, para onde ele ruma efetivamente em 1876 e onde trabalha com Cabanel. Ao longo de sua estada de seis anos em Paris, expõe em diversos Salons, com obras importantes como O Derrubador, Remorso de Judas, Fuga para o Egito e O Descanso do Modelo (MNBA). Em 1882, após encontrar-se com Bernadelli em Roma, regressou ao Brasil, expondo logo em seguida no Rio de Janeiro e depois em São Paulo, para retornar a Paris ainda em 1891 e em 1896, em companhia de Pedro Alexandrino.
Contrariamente ao que sugerem um atemática principalmente"caipira" ("lirismo da terra", "atavismos remotos", "símbolos de uma raça" foram alguns dos já cunhados para o seu caipirismo) e a imagem de simplório de que o recobre o anedotário de Itu, Almeida Júnior é um dos pintores mais requintados do século XIX brasileiro. Foi em todo o caso ele quem certamente melhor assimilou, ao menos em seus quadros mais bem realizados, o legado do realismo de Millet e Breton, articulando-os a uma espécie de compromisso entre verismo social e intimismo, próprio de certas correntes da cultura e da ideologia dos Salons parisienses do último quarto do século.